Sentar do lado
Ficamos ao lado de quem recebe o pedido e anotamos cada tela aberta, cada planilha e cada mensagem trocada até o fechamento.
Nenhum pedido deveria depender de alguém lembrar de copiar um número de uma tela para outra.
O estúdio nasceu de um trabalho de arrumação de planilhas. Em quase todas, a fórmula estava certa e o problema era outro: o mesmo pedido entrava três vezes, em três telas, por três pessoas diferentes.
A primeira tentativa foi automatizar direto. Deu errado do jeito mais previsível: o fluxo copiava para o sistema um dado que já entrava torto na origem, e agora copiava depressa.
Daí veio a regra que sustenta o método: dois dias de observação antes de qualquer montagem, com cronômetro, e um mapa em uma folha só. Passo que existe por hábito sai antes de virar automação.
A parte que mais muda o resultado continua sendo a menos vistosa: a tela de pendências. Fluxo que falha em silêncio é pior do que planilha, porque ninguém desconfia dele.

Duas semanas de mapa custam menos que seis meses de fluxo montado no lugar errado.
A conta que já existe na empresa é sempre a primeira candidata.
O que não passou vira lista com motivo, nunca silêncio.
Contas, acessos e roteiro de edição ficam no nome de quem contratou.
Automação montada em cima de um processo que ninguém entendeu apenas deixa o erro acontecer mais rápido. Por isso a primeira semana é de observação, com cronômetro e caderno, no lugar onde o trabalho acontece.
Ficamos ao lado de quem recebe o pedido e anotamos cada tela aberta, cada planilha e cada mensagem trocada até o fechamento.
Quantas vezes o mesmo número é digitado, quanto tempo leva cada passo e em que ponto a informação volta para trás.
Começamos pelo que a casa já paga. Ferramenta nova entra só quando não há saída, e o custo mensal dela vai escrito na proposta.
O primeiro pedaço sobe com um processo apenas e roda ao lado do jeito antigo por uma semana, para as duas contas serem comparadas.
Todo fluxo tem uma tela de pendências: o que não passou fica listado com o motivo e com o botão de repetir.
A explicação fica gravada, o passo a passo escrito e o acesso de edição no nome de alguém da sua equipe.
Clientes das últimas montagens, publicados com autorização de cada um.
Passaram dois dias no balcão anotando. Metade do que eu achava que era regra era hábito de um funcionário só.
Rodou uma semana em paralelo com o jeito antigo. Quando os dois números bateram, desligamos a planilha.
Não compraram sistema novo para mim. Ligaram o que eu já pagava e cobraram só a montagem.
> A gente escuta, desenha e devolve o mapa com os pontos de recópia marcados.